O portal Saiba Mais publicou, em 14 de junho de 2026, uma reportagem sobre o cultivo da alga Gracilaria no litoral norte do Rio Grande do Norte. O texto apresenta o Projeto Algimare, executado pelo Centro Ama-Goa de Cultura e Meio Ambiente em parceria com a EMPARN e a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Quatro hectares e trabalho para quem vive no território
Segundo a reportagem, o projeto tem 4 hectares licenciados para cultivo, sendo 2 em Diogo Lopes, distrito de Macau, e 2 em Galinhos. São 13 pessoas contratadas diretamente, todas moradoras das comunidades atendidas, e uma equipe de dez colaboradores acompanha as etapas de produção.
O coordenador técnico de campo, Valfran de Miranda Lima, explica na matéria como funciona o cultivo, da coleta controlada de mudas em bancos naturais autorizados ao monitoramento das estruturas. A cada três meses, drones sobrevoam as áreas para acompanhar os bancos naturais, uma exigência do licenciamento ambiental. As observações indicam que as algas seguem se desenvolvendo e aparecem também em áreas próximas às estruturas de cultivo.
Uma alga com muitos usos
Da Gracilaria se extrai o ágar, usado como gelificante, espessante e estabilizante em alimentos, cosméticos, produtos de higiene e fármacos, além de fertilizantes e meios de cultura para laboratórios. O projeto já realizou minicursos de cultivo, produção de biofertilizantes e gastronomia com algas, além de palestras de educação ambiental.
A reportagem também aponta os desafios para consolidar a atividade no estado: a pouca tradição de consumo de algas no Brasil, a falta de estrutura para industrializar a produção em escala e a necessidade de políticas públicas para a cadeia produtiva. Entre as oportunidades, aparece o mercado de biofertilizantes para culturas como melão e melancia.
Leia a reportagem completa no Saiba Mais.
