O Centro Ama-Goa de Cultura e Meio Ambiente e a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) tiveram um projeto de cultivo de macroalgas selecionado pelo Programa Petrobras Socioambiental no primeiro semestre de 2023. A proposta prevê investimento de cerca de R$ 3,9 milhões e é a base do Projeto Algimare, que o Ama-Goa executa hoje no litoral norte potiguar.
Duas unidades de cultivo no litoral norte
O projeto prevê duas unidades de produção da alga vermelha Gracilaria birdiae, instaladas em braços de mar protegidos por costões arenosos e manguezal: uma na comunidade de Diogo Lopes, em Macau, e outra em Galinhos. As colônias de pescadores das duas localidades somam 640 e 250 associados, respectivamente, e a etapa inicial deve beneficiar 50 famílias de pescadores e marisqueiras.
Segundo a EMPARN, as áreas foram escolhidas pelas condições ambientais favoráveis ao cultivo e pela boa organização das comunidades parceiras. A associação local participa da condução dos cultivos e dos experimentos, seguindo as recomendações técnicas da pesquisa.
Do mar para a renda das famílias
Parte da produção deve abastecer grupos locais na fabricação de produtos artesanais, e outra parte será destinada a empresas de transformação no Rio Grande do Norte e em estados vizinhos. As algas vermelhas, as mais abundantes no litoral potiguar, são usadas em alimentos, cosméticos, fármacos, rações e fertilizantes.
O cronograma vai de janeiro de 2024 a dezembro de 2026. A ideia é que a metodologia desenvolvida nas duas comunidades possa ser compartilhada com outras localidades do litoral.
Com informações do Agora RN e da Tribuna do Norte.
